sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Descubra quem é.

“Sou maior de Idade!”. Assim começa minha entrevista. Em meio à praça de alimentação do Mackenzie, com um barulho infernal, com minha assistente ao lado, tento conseguir o maior numero de informações possíveis sobre uma das primeiras pessoas que eu conheci quando entrei no curso de Jornalismo.  Um desafio.
Signo de Touro (apesar de não acreditar), meio tímido, mas bem humorado respondeu bastante pensativo as perguntas, algumas até que tive que pular para conseguir terminar. Uma das primeiras frases que eu escutei foi “Aqui é Corinthians”. Isso resume boa parte da entrevista.
Considera-se um corintiano roxo, até foi capaz de ir ao Japão no ano passado ver que para ele, a maior conquista que considera ter visto em sua vida (depois da libertadores) a final do Mundial de clubes.  Assunto que tratou com bastante brincadeira e espontaneidade, “Odeio comida japonesa, minha sobrevivência lá foi à base de McDonalds hehehe”.  Mas para ele foi moleza a viagem e adaptação. Já viajou para a Disney, Argentina, Chile e Paraguai. Quase um turista do Brasil. Apesar de falar pouco inglês.
Quando perguntado por que escolheu Jornalismo, enrola. Diz que a maior influência foi devido à paixão pela área esportiva, assim o jornalismo esportivo uniria o útil ao agradável. O Mackenzie veio como uma surpresa. Prestou para o Mackenzie, Cásper Líbero e USP, estas últimas não entrou devido a “maior loucura que já fiz na vida”, ir ao Japão. Sendo assim só restou a paixão vermelha.
Apesar de brincalhão se considera uma pessoa difícil, tímida. Bastante religioso, é Presbítero, mas respeita as outras religiões. Admite ser família, caseiro e clássico. Nunca faria uma tatuagem, não vai pra baladas, nem beberia nem usaria drogas. Quase um exemplo.
Mas sem dúvida a resposta que mais me surpreendeu foi: Qual seu maior desejo que gostaria de realizar? “Maior desejo? Arrumar uma namorada! hahahaha”, não esperava essa resposta nunca, nem em minhas maiores imaginações. Logo que parou de dar risada, admitiu que era trabalhar ou tentar se parecer com o estilo do Tiago Leifert, apesar de seu ídolo ser o ex-jogador Neto “apenas como jogador, como comentarista/jornalista ele extrapola”.
Curte musica sertaneja e gospel, filmes de comédia e lê pouco. Atualmente mora na zona norte de São Paulo, onde afirma que gosta do lugar. Mudaria o trânsito, que acha insuportável, e o metrô, claro. Trabalha na empresa da mãe, mas atualmente se dedica aos estudos.
Arrependimento. A palavra que mais lhe mexe. Não por ter feito algo, e sim por ter deixado de fazer. Quase demorou 5 minutos para responder, e quando finalmente veio a resposta, foi de forma quase emocionante. “Arrependo de não ter falado mais pro meu pai que amava ele”. O mesmo faleceu no ano passado, 5 dias depois do Corinthians ter ganhado a libertadores. Fato marcante.
 Com a entonação triste que a entrevista tomou, percebi as lágrimas nos olhos e resolvi mudar um pouco de assunto. Então, acabei fazendo a pergunta mais intrigante e que deixou muito mais pensativo do que já havia. O que você se sente bom em fazer? A partir daí, pode contar-se uns 15 minutos para a resposta. Tive que pular a pergunta, partir para outra e logo em seguida ele me respondeu. “Nadar, sou muito bom em nadar, mas hoje não faço mais. Não dá tempo, preciso estudar e trabalhar”.
Sendo assim, resolvi mudar o rumo um pouco, para não despertar um sentimento de mais tristeza e saudade que havia se colocado nele. Me disse que seu maior valor é a honestidade, não é muito preocupado com tecnologias para celular (mas com televisão sim!), e que tem vontade de fazer algum curso na área esportiva.
Descendente de Portugueses do interior de São Paulo, diz-se apaixonado por animais e pela irmã mais velha (apesar de ter duas irmãs). Altura é seu maior medo e tem vontade de conhecer Uchuaia na Argentina. Mas realmente senti um remorço em suas palavras quando perguntado sobre a escola. “Só tenho saudade da 5ª série pra frente, antes não”. Acho que o final da frase explicita bem o que aconteceu.
E já quase anoitecendo, terminei a entrevista com serenidade e humor, fui entrevistada em seguida, para fins de atividade da faculdade dele.


Ah! E o principal! Prazer, seu nome é Caio Ferreira Braga de Campos, tem 19 anos e é estudante do primeiro semestre de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

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