domingo, 20 de outubro de 2013

Evolução do homem e São Paulo: acho que chegamos ao ápice

    Meu pai conta que quando ele chegou em São Paulo há uns 30 anos atrás, dizia que não havia tanto trânsito e violência, o metrô era um transporte mais caro que o ônibus, ter um telefone era coisa de rico, e que conhecer gente nova era ir todo domingo na rodoviária do Tietê ver se tinha mais alguém chegando de viagem vindo para a "São Paulo".



Pois bem, os anos passaram, a tecnologia chegou, homem evoluiu, São Paulo "mudou" e me pergunto: Pra pior? 
    Porque veremos. Hoje, ando de metrô todo dia, lotado. Ou melhor, abarrotado. Tenho um celular, e através dele faço tudo. Converso, namoro, vejo meus emails, noticias, e por sinal ainda se conhece melhor as pessoas através dele.


    Sim, o homem mudou. Pra pior. Deixaram-se de lado relações de "pessoalidade", de "sentimentalismo" e tudo tornou-se uma coisa "fria".
Se locomover pela cidade hoje é quase um desafio a paciência. Quando não é trânsito por algum acidente, é o metrô que da falha, quando não é ônibus lotado, é farol quebrado. Fora ainda quando não junta a fórmula mágica da discórdia: Chuva + Sexta-feira  + Trânsito + dia de pagamento + falha no Metrô = Caos completo.
    Alias, fila hoje em São Paulo é pra tudo. Nas ruas, no estacionamento, no elevador, para embarcar num transporte publico, na lanchonete, no restaurante, no banheiro. Tudo. Pior ainda quando estiver dando algum brinde, briga na certa.
    As pessoas mal se conhecem. Tudo é um tal de "Whats" ou já considerado antigo, a boa e velha sms. Ligação? Ouvir a voz da pessoa? Vish coisa de velho e "brega". 
    Fora a violência. Que nem vou me referir a ela, porque só o fato de comentar, já posso ser considerada contra alguma coisa. 

    Que nível chegamos.... Ande de metrô um dia sequer, e observe. De 10 pessoas, 9 estão com um celular, e 8 estão mandando mensagem e escutando musicas, dessas 8, 6 estão além de fazendo essas duas outras coisas, jogando algum joguinho daqueles viciantes. 
    Sim, não existe mais o bom e clássico "prazer em te conhecer" com um aperto de mão. Um "flerte" como dizia os mais velhos, e o famoso "vamos numa praça?" 

   O mundo mudou. E chegamos ao ápice da mudança. Relações foram "virtualizadas", e pessoas mais individualizadas. Que fim levará isso? Só o tempo dirá. 


  


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