sábado, 2 de novembro de 2013

Você pode sair do MLK, mas o MLK nunca sai de você

Primeiramente, me desculpe leitores por tanto tempo sem post, mas é que essa semana foi corrida na faculdade. E segundo, aos que não são do MLK e não vão entender nada do que estará escrito daqui para frente, mil perdões, mas é que eu necessitava realmente escrever este post.

Bem, fui estudante de uma escola um tanto quanto mágica para quem já estudou lá um dia. Etec Martin Luther King, fica no Tatuapé, São Paulo. 
Pensei bastante em como começar esse "depoimento", pois era quase que pessoal, mas querendo ser ao mesmo tempo geral, e que todo mundo que estuda/trabalha lá entendesse. 


Existe uma mágica naquele lugar. As principais coisas que ficam marcadas na sua vida para sempre, acontecem lá, e por incrível que pareçam também ficam lá. Seja um campeonato que você grita loucamente como se aquilo desse um prêmio de 1 milhão de reais, seja um TCC que você se mata de fazer como se literalmente fosse o seu futuro em jogo, ou simplesmente um professor fazendo TweetCan e te zoando ao vivo (aos que sabem, eu não esqueci.) 
Não sei, existe algo lá. Uma sensação de que toda a sua vida será vivida ali. Todos os seus maiores momentos serão acontecidos e aventuradamente  feitos ali. Quase como um filme. Tudo se passa em três pequenos e curtidos anos (ou mais, ou menos), e como um "e viveram felizes para sempre" se acaba no ultimo dia de aula. 
Juro, já tentei decifrar o mistério. Já pensei que fosse a idade (pois a idade que você entra e sai é praticamente a idade da loucura, 15,16,17, no máximo 18) assim seria você mesmo, mas não, não pode ser só isso. Pensei que fosse os professores. Se duvidar mais jovens do que eu no que diz respeito a pensamento. Quase uns adolescentes, que entendem,vivem e choram a mesma sensação e pensamento da sua cabeça de mero estudante. Mas com uma capacidade escomunal de conhecimento. Como entender?
Pensei que fosse os próprios estudantes. Cada um de um lugar diferente de São Paulo. Uns mais pobres,uns mais ricos, mas com a mesma "evolução" de crescimento na vida. Todos no ultimo ano só pensam em passar numa boa faculdade (até mesmo aqueles mais "agitados" da sala, no final acaba indo na loucura também de fazer uma redação por semana nas aulas da Denisinha)

Hoje não estudo mais lá. Sou uma universitária já. Mas meu "elo de empatia" nunca acaba. Seja um post que surge no facebook lembrando algo, seja algum amigo que você carrega e de vez em nunca sai um "rolê" no Shopping Tatuapé ou Aricanduva (ou para os mais ricos no Anália), seja o amor da sua vida que está com você até hoje. 

Tento me desligar de lá. Juro. Mas não consigo. Algo tem ali entre aquelas paredes de tijolinhos e janelas por todo lado, que deixa um ar de "MLK você fez o seu papel". E admito, as vezes me da um certo orgulho de ter estudado lá um dia. Seja vendo o Globo Educação, seja alguém se impressionando quando você fala que estudou lá. Sim, sinto saudade, e isso resume.  





4 comentários:

  1. Parabéns Linda! Concordo com você, também acho aquele lugar mágico e tenho o maior orgulho de fazer parte da família MLK.

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  2. Venho do futuro, sou da geração de 2014 e posso te assegurar que lá tem nada de mais. O que fez a escola para mim foram meus amigos, alguns professores e momentos, mas de resto, um butthurt desnecessário por coisas patéticas e administração incompetente quando se necessita dela. Vou lembrar da MLK? Claro. Irei falar com orgulho dela? Não, apenas de modo realista, que francamente, sem bigotry chupa-bolisse, é só mais uma escola padrão que te dá diploma e ensino técnico. Bom o suficiente para mim, mas nada de se vangloriar

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