segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A paciência do Paulistano

      Final de semana passado, resolvi encarar a legítima missão de tentar ver um dos três programas mais badalados de São Paulo até então - Castelo Rá Tim Bum - A Exposição, no MIS; A Ópera da Lua - dos Gêmeos na Galeria Fortes Vilaça e 26ª Festa da Cerejeiras, no Parque do Carmo - Sim, considerei a missão. 

Sábado, 7 da manhã. Acordo, tomo café e saio de casa rumo ao MIS. O combinado antes era: Vamos bem cedo, antes do museu abrir, aí conseguimos comprar ingresso pra mais cedo! A intenção era boa. ERA. 
8 da manhã, encontro meu amigos no metrô. 9. Chego ao MIS. 
   Começa aí o teste. 9 da manhã, UMA HORA ANTES do museu abrir. Chego lá e encontro uma situação, mais ou menos assim:    

                                              


Pra falar a verdade, nem vi o final da fila. E essa nem era a pior parte! Para conseguir comprar o ingresso, precisava de um selo. Este aqui: 


E a pessoa que passava dando este selo já havia passado, e o limite máximo de pessoas naquele dia, não tava nem na metade da metade da metade da fila. Ou seja: 

* ou a gente contava com a bondade de alguém que desistisse e dessem o selo para nós, 
* ou roubava de alguém, 
* ou simplesmente ia embora. 

Pois bem, nesse vai e vem procurando alguém com selo, eis que surge uma alma boa e nos disponibiliza o fatídico selo. Eba! Cortamos fila e ainda temos selo! Ah perfeito! NÃO!
Uma pessoa na nossa frente, resolve ir lá na bilheteria perguntar pra que horas que a gente conseguiria comprar ingresso. A resposta: - Olha moça, nesse lugar que você tá na fila, você só vai conseguir comprar ingresso pra 11 DA NOITE. 
9 da manhã - 11 da noite. Desisto.

Ônibus rumo à Paulista. Vai descer motorista! 

Com destino incerto, nada como um passeio em plena Paulista! Um lugar?


Tudo lindo, tudo maravilhoso! Um típico passeio cultural. Até que, eu lembro! - Gente! vamos na exposição dos gêmeos? Lá na Barra Funda! - Vamos!

Paramos no primeiro Mc na nossa frente. Almoçamos e fomos rumo ao próximo passeio. 

Estação Barra Funda. Pergunto a Funcionária do Metrô. Ela responde:
-Ó, se quiser ir de perua, tem uma que sai ali do terminal, mas deixa um pouco longe. Se quiser ir a pé, é uma caminhada de uns 20 min. 
-Ah, de boa. Como faz pra ir a pé? 
- Segue nessa passarela direto. Você vai sair na avenida. Segue ela, até chegar na Rua do Bosque. Segue nela, que a rua da Galeria atravessa ela.
-Ah, beleza. Obrigada!

Atravessamos o quarteirão INTEIRO da Record (pra quem conhece, vai me entender, que o negócio é longe pra cacete), viramos, subimos, descemos, perdemos, e depois de MEIA HORA finalmente chegamos. 

Até que vejo, NOVAMENTE, a mesma cena da manhã. 




NÃO É POSSÍVEL! e a seguinte mensagem do segurança. 
-Já fechou! já atingiu o numero máximo de pessoas por hoje. (Naquela voz grossa de segurança)
Literalmente. Não era o dia. 
O que nos restou? Pé cansado, suor, calor, fome, sono, e uma leve raiva. Leve só. 


Domingo. 9 da manhã. Passeio do dia. Festa da Cerejeiras.
Bolsa arrumada, Bola na sacola. Dia de Parque. 

Primeiro desafio do dia. O Transporte. Metrô Itaquera, lugar onde se pega a perua que passa lá. A fila? Acho que não preciso colocar a imagem de novo. 

Quando finalmente, chego ao parque, encontro uma situação tipo assim: 


 Calma, o Parque é grande. Tem lugar pra todo mundo. 

Vejo de tudo um pouco. De repórter da Globo, até o prefeito discursando lá no palco. 
Olha ele ai, de camisa listrada no meio da multidão: 


Sai um pouco do ponto de maior movimentação, e achei um lugar legal. Deu pra passar o dia sem nenhuma surpresa. Finalmente! 
5 da tarde. Parque fecha. 

Missão de volta. Transporte. Se todo mundo foi ao mesmo tempo, todo mundo volta ao mesmo tempo. Óbvio. E aquela situação de antes. Gente. 
Perua chega, Lota. E vai assim, literalmente entupida até o final. Metrô Itaquera. Ufa! Cheguei viva. Que Alívio! 

Moral da história: Primeiro: Haja paciência. 
Segundo: Que o paulistano precisa de mais opções de lazer. Porque os poucos que tem, todo mundo pensa a mesma coisa, no mesmo dia. VAMOS APROVEITAR ENQUANTO É TEMPO! 




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