quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Respeitável Público!

Centro de Memória do Circo resgata a magia dos picadeiros em exposição permanente na Galeria Olido para a alegria de adultos e crianças

O Largo do Paissandu foi por muitos anos o ponto de encontro dos circenses; já foi até chamado de "Largo do circo". No século XIX, a atração mais visitada pelos circenses eram os picadeiros instalados no local, onde palhaços de vários circos faziam suas apresentações. Mas foi Piolin, com suas piadas sobre o cotidiano paulistano, que conquistou a cidade e até virou nome de rua. Em 1975, a famosa "Travessa Paissandu" passou a se chamar Rua Alberto Pinto em homenagem a ele. Agora, o famoso palhaço tem um espaço especial no Centro de Memória do Circo, instalado na Galeria Olido, em frente ao Largo.




        A exposição permanente “Hoje tem Espetáculo’’ apresenta toda a história do circo por meio de fotos, maquetes de picadeiros, roupas e acessórios mais utilizados pelos circenses. A Galeria disponibiliza duas áreas para essa exposição, uma se localiza no primeiro piso, onde a história é contada por meio de uma maquete interativa ligada a um painel de textos e fotos. Na sobreloja, estão as atrações principais, como uma minibicicleta e outros objetos usados nas palhaçadas.

















        O Centro de Memória do Circo, único no Brasil,  foi inaugurado em 2009 por Verônica Tamaoki e Rogê Avanzi, filho do fundador do “Circo Nerino”, com a proposta de resgatar a sensação de nostalgia e alegria dos picadeiros.
As dificuldades de sobrevivência dos circos em grandes cidades como São Paulo tornam ainda mais importantes espaços como o da Galeria Olido, que não deixam o circo morrer.  “Não há uma arte que sobreviva sem seguidores”, afirma Rodrigo Marques, educador da exposição, que busca mostrar aos visitantes a magia dos picadeiros. Ao contrário de outras exposições, que fecham às segundas-feiras, o Centro de Memória Circense permanece aberto neste dia justamente para receber os artistas de circo em sua folga semanal. A Galeria está tentando resgatar o antigo Café dos Artistas, que, no passado, foi ponto de encontro dos circenses nos dias de folga. 



O Centro de Memória do Circo fica aberto ao público de segunda à sexta-feira, das 10h às 20h (exceto às terças), e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h. Fica localizado ao lado da Galeria do Rock, pela entrada da Av. São Jõao. A entrada é gratuita.


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